Mais recursos

A ANTT, por meio do Movimento Brasil Competitivo (MBC), discute com a Abifer, Aprosoja e Ampa (Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão) a continuidade dos serviços da Accenture – consultora que, através do financiamento das associações, deu suporte à agência nos estudos que envolvem a renovação antecipada dos contratos de concessão das ferrovias. A discussão está em torno da liberação de R$ 1,5 milhão para a conclusão dos processos da MRS e da FCA. A primeira já teve as audiências públicas realizadas e está na fase de análise das contribuições para a publicação do relatório final pela ANTT. A segunda está na etapa de elaboração do plano de negócio junto à ANTT, para que então sejam realizadas as audiências públicas – previstas apenas para o ano que vem.

O contrato com a Accenture, assinado em fevereiro de 2018, teve duração de 12 meses, no valor de R$ 3,6 milhões. A prorrogação da Rumo Malha Paulista e da EFVM/EFC são os processos mais adiantados no momento – ambos estão na mesa do Tribunal de Contas da União. Há uma certa resistência da Abifer em relação a uma nova contratação da Accenture. Vicente Abate, presidente da entidade, afirmou que a indústria ferroviária está com dificuldade de aportar novos recursos em função da baixa de encomendas que atinge todo o mercado. “Na visão da indústria, os trabalhos deveriam ter sido finalizados durante a vigência do primeiro contrato que até agora não trouxe nenhum resultado efetivo para as empresas do setor”, diz.

O MBC se reuniu com as associações no fim de outubro, para apresentar um balanço do trabalho da Accenture. Em novembro, o grupo se reunirá novamente. A Abifer pediu à ANTT que seja apresentada uma planilha atualizada dos investimentos previstos para aquisição de material rodante, superestrutura e via permanente com a renovação dos contratos e as novas concessões previstas no PPI (Fiol e Fico). O que se fala hoje são investimentos da ordem de R$ 25 bilhões. “A base de preços utilizada pela ANTT para definir o volume de recursos com a renovação e com as novas concessões precisa ser equalizada”, ressaltou Abate.

 

Fonte: Revista Ferroviária (Edição Set./Out. 2019)

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